Mobilizar utopias e “paraquedas coloridos”: imaginários no contexto pandêmico

Helena Tuler Creston, Gabriela Minuci França, Isabella Lá-Badie de Abreu, Marcella Oliveira Quintino dos Santos, Marina de Oliveira Carvalho

Resumen


O artigo traz um relato e conclusões preliminares a partir do exercício propositivo “Utopias e paraquedas coloridos”, realizado com estudantes da disciplina de Arquitetura e Urbanização no Brasil, na PUC Minas. Nessa atividade, foram feitos paralelos entre o higienismo do séc. XIX, as “utopias urbanas” do contexto internacional e nacional e o atual momento de pandemia pelo novo COVID-19, para repensar nossas cidades, espacialidades e modos de vida. Por utopia, entendemos não apenas a idealização, mas o fazer de outra maneira; devires. A utopia tem a capacidade de mobilizar os imaginários, dialogando com o passado, mas se projetando como uma possibilidade futura, a partir de específicos contextos e temporalidades. São “paraquedas coloridos”, como nos convoca Krenak (2019) a pensar.

Palabras clave


pandemia; higienismo; utopias urbanas

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